Carlos Cardoso lança livro de poesia "Coragem"

Com o lançamento de "Coragem", poeta fala sobre trajetória na literatura e inspiração na escrita

O poeta Carlos Cardoso é engenheiro de formação e garante gostar da capacidade de materialização de sonhos e projetos que a engenharia permite, mas que o seu amor pela poesia segue outros caminhos. "Meus poemas não têm nada de engenharia. A poesia dá fruição de mão dupla, onde os poemas despertam memórias", afirma.

Ao longo da carreira, Cardoso recebeu, entre outros, o Prêmio da Federazione Unitaria Italiana Scrittori pelo livro "Melancolia" (2019) e o Prêmio Especial da UNESCO, na Jornada Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento entre os Povos.

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Ele teve poemas traduzidos e publicados em países como Itália e Bulgária. Em entrevista ao Vida&Arte, o escritor aborda a nova obra literária, intitulada "Coragem".

O POVO - Como foi o seu contato com a poesia durante a infância e juventude? Alguém te influenciou a gostar da área?

Carlos Cardoso - Meu primeiro contato com a poesia se deu pela música. Eu ouvia canções da MPB que traziam poesia em suas letras, com citações a versos de Florbela Espanca e Cecília Meireles. Meu tio Marcos ouvia repetidamente os discos do Fagner, que me marcaram por algumas letras, como "Pensamentos". Já o primeiro livro de poesia que ganhei foi "Eu", de Augusto dos Anjos. Sobre pessoas próximas que me influenciaram, eu citaria minha avó materna e minha irmã.

OP - O que te inspira a escrever?

Carlos - A natureza é um tema recorrente, assim como a tristeza e a solidão, sentimentos que nos habitam, e que por muitas vezes, por medo, preferimos fingir que são inexistentes. Também tenho escrito muito sobre o amor, esse objeto pontiagudo que perfura nossa essência. Eu não sou um poeta de "transpiração", ou seja, aquele que senta todo dia X horas e busca escrever por escrever. Eu fico atento às emoções que me transbordam e tento capturá-las.

OP - Qual a importância que você vê em ter seus poemas traduzidos e publicados internacionalmente?

Carlos - É uma honra enorme ter meus poemas em outros idiomas, pois isso permite que minha poesia seja conhecida. De alguma forma, eu sinto que isso leva um pouco do Brasil, da poesia brasileira, para o mundo.

OP - O que te inspira a escrever?

Carlos - A natureza é um tema recorrente, assim como a tristeza e a solidão, sentimentos que nos habitam, e que por muitas vezes, por medo, preferimos fingir que são inexistentes. Também tenho escrito muito sobre o amor, esse objeto pontiagudo que perfura nossa essência. Eu não sou um poeta de “transpiração”, ou seja, aquele que senta todo dia “x” horas e busca escrever por escrever. Eu fico atento às emoções que me transbordam e tento capturá-las quando elas aparecem.

OP - Quais são suas principais referências na poesia?

Carlos - Augusto dos Anjos foi uma grande leitura e ainda é um marco. Depois “despetalei” “As Flores do Mal”, de Charles Baudelaire, e me debrucei sobre uma coletânea de Dylan Thomas. Leituras das obras de Drummond e de João Cabral foram e ainda são importantes também, mas sinto que fui marcado por poemas diferentes da juventude até aqui. São muitas leituras distintas.

OP - O que um leitor que ainda não conhece o seu trabalho pode esperar do livro
“Coragem”?

Carlos - “Coragem” é uma cartografia de solidões que se aguardam, é um estudo das formas distintas de resistência aos percalços da vida que a poesia nos oferece, é um livro aberto para minhas angústias e minhas esperanças. É um livro de amor.

OP - Como está sendo a recepção do público ao seu trabalho?

Carlos - É sempre difícil saber como o público vai reagir ou mesmo saber quem são as leitoras e os leitores, mas eu tenho ficado muito feliz com a boa aceitação que meus livros recentes, sobretudo “Melancolia” e “Coragem” tiveram.

Como comprar o livro "Coragem"

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