Protesto contra ex-presidente Bolsonaro é projetado na Tower Bridge, em Londres

Protesto contra ex-presidente Bolsonaro é projetado na Tower Bridge, em Londres

Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal, junto de outras sete pessoas, por suposta participação em trama golpista

Uma mensagem foi projetada como protesto contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Tower Bridge, em Londres, na Inglaterra, um dos principais pontos turísticos da cidade. O trocadilho “Jail” Bolsonaro - jail significa "prisão" ou "prender" em inglês - foi utilizado para se referir ao ex-chefe do Executivo nacional na projeção feita nessa segunda-feira, 31.

O trocadilho com o nome do ex-mandatário pode ser traduzido como “prenda Bolsonaro”. Além da Tower Bridge, o Parlamento, ao lado do Big Ben, também recebeu a projeção da frase.

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Segundo o jornal Folha de São Paulo, a iniciativa é do coletivo Projections on Walls. A cidade já recebeu outros protestos do mesmo tipo em 2021, quando a Torre de Londres foi suporte para a projeção também dessa frase, marcando o dia em que o Brasil registrou 500 mil mortes por Covid-19.

Dessa vez, a mensagem é estampada no prédio no momento em que o ex-presidente é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em suposta trama de teor golpista na corrida pela presidência em 2022.

Bolsonaro réu no STF

Após julgamento de dois dias, a Primeira Turma do STF decidiu, por unanimidade, na quarta-feira, 26 de março, tornar Jair Bolsonaro e outros sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado.

Os cinco ministros que analisaram a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e que compõem a 1ª Turma da Corte foram: Alexandre de Moraes (relator do caso), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Esse foi o primeiro julgamento acerca da denúncia da PGR, contra o chamado Núcleo 1, integrado por Bolsonaro e outros sete nomes:

  • Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha do Brasil;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência;
  • Mauro Cid, ex-chefe da Ajudância de Ordens da Presidência;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
  • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

Primeiro a votar na sessão, Alexandre de Moraes iniciou afirmando que a “PGR descreveu satisfatoriamente fatos típicos e ilícitos” e “dando aos envolvidos amplo conhecimento dos motivos e razões pelos quais foram acusados”.

A trama golpista, com início em 2021, previa descredibilizar o sistema eleitoral para preparar um caminho mais fácil para uma reeleição nas eleições de 2022, marcadas pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A suposta trama, segundo apuração da Polícia Federal (PF) que gerou denúncia da PGR, trazia um plano batizado de “Punhal Verde e Amarelo”, que elaborava o assassinato de Lula, seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Também previa medidas como um decreto para justificar um “Estado de Defesa”.

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