Eudoro descarta Júnior Mano e diz que candidato do PSB ao Senado é Cid
Eudoro, contudo, ponderou que está muito "longe da eleição ainda" e que até lá as forças governistas devem discutir a formação da chapa que irá para a disputa
Presidente estadual do PSB no Ceará, o ex-deputado Eudoro Santana reafirmou que o candidato do partido ao Senado Federal é Cid Gomes, filiado à legenda.
Questionado pelo O POVO se pode apoiar o deputado federal Júnior Mano (PSB) para a vaga de senador ano que vem, o dirigente pessebista reiterou: “O nosso candidato ao Senado é o Cid, é o candidato à reeleição e nosso líder”.
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Eudoro, contudo, ponderou que está muito “longe da eleição ainda” e que até lá as forças governistas devem discutir a formação da chapa que irá para a disputa.
De acordo com ele, a única tese hoje assegurada no PSB é de sustentação à reeleição de Elmano de Freitas para o Governo e de Cid para o Senado.
As declarações foram dadas neste sábado, 29, durante congresso municipal que definiu a nova executiva do PSB em Fortaleza, à frente da qual continua Osmar Ponte.
Já sobre a vaga remanescente na senatorial, na qual muitas lideranças estão de olho, Eudoro respondeu: “A segunda vaga não nos pertence”.
Em entrevistas que vem concedendo, no entanto, Cid tem defendido o nome de Mano para o Senado, demonstrando pouca disposição para concorrer a novo mandato.
A pré-candidatura do deputado foi lançada pelo senador durante evento oficial do PSB, em ato de filiação de deputados egressos do PDT.
Ex-PL, o partido de Jair Bolsonaro, Mano deixou a legenda após se indispor com a direção nas eleições de 2024, quando se alinhou ao grupo de Elmano e de Camilo Santana, ambos petistas.
Sua entrada no PSB foi patrocinada por Cid, assim como a de outros prefeitos e parlamentares cearenses. Dentro do Palácio da Abolição, todavia, um aval a Mano como candidato não é um tema pacificado.
Pelo contrário, há quem advogue que um outro postulante seja escolhido para a vaga na hipótese de Cid de fato não pretender renovar o mandato no Congresso.
O impasse, estimam aliados, pode produzir ruídos na base do governador, que tenta administrar a relação com Cid desde o anúncio de um rompimento do senador que acabou não se consumando.