Itatira: Secretária e servidores são presos suspeitos de desviar verbas e fraudar licitações

Ministério Público aponta que a secretária de Finanças do município, o controlador e um ordenador de despesa da Prefeitura estão entre os investigados

18:04 | Set. 17, 2024

Por: Taynara Lima
Imagem de apoio ilustrativo. Investigados foram presos durante a terceira fase da operação Hasta do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) (foto: Reprodução/Ministério Público do Estado do Ceará)

Seis servidores públicos do município de Itatira foram presos nesta terça-feira, 17, durante a terceira fase da operação “Hasta” do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e da Delegacia de Combate à Corrupção (Decor). Entre os servidores presos na operação, estão a secretária de Finanças, o controlador do município e um ordenador de despesa da Prefeitura. Os nomes não foram divulgados.

De acordo com informações do MPCE, os servidores são suspeitos de envolvimento na prática de conluio e atuariam de forma combinada para facilitar desvios de verba, pagamentos indevidos e fraudes em processos licitatórios. Segundo as apurações, os investigados teriam movimentado R$ 132 milhões em oito anos.

As evidências, segundo o órgão, indicam a “existência de associação criminosa dedicada a práticas de crimes contra administração pública do município de Itatira”. A operação foi realizada após as investigações apontarem uma complexa rede de corrupção e desvio de recursos públicos envolvendo fraudes nas licitações e contratações públicas, além de lavagem de dinheiro.

A ação também cumpriu mandados de busca e apreensão em locais da cidade. Foram apreendidos objetos, uma arma de fogo e R$ 60 mil na residência da secretária de Finanças do município. 

Fases da operação

A primeira fase da Operação Hasta, focada em integrantes de uma mesma família, investigou o uso de “laranjas” para a criação de empresas que ganhavam licitações milionárias em Fortaleza e Itatira.

A etapa da operação resultou em 38 veículos e um imóvel sequestrados, bloqueio de R$ 2 milhões e na prisão de duas pessoas pelos crimes de falsificação de moeda, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma. 

A segunda fase da operação foi deflagrada em 2021, em Fortaleza e no município de Itatira. Sete pessoas foram presas após investigação que apurou crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.