"Destrutiva" diz Zelensky sobre proposta do Brasil e da China para acabar com a guerra

Na mesmo entrevista o lider ucraniano lamentou o que ele classificou como um possível apoio brasileiro a Rússia

12:52 | Set. 14, 2024

Por: Wilnan Custódio
Lula, presidente do Brasil, e Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia (foto: Ricardo Stuckert/PR)

“Destrutiva”, é como classificou o presidente Volodymyr Zelensky a proposta apresentada pelo Brasil e a China para acabar com a guerra da Rússia contra o seu país que dura dois anos. A declaração do líder da Ucrânia foi dada ao Metrópoles em entrevista na última quarta-feira, 11.

Segundo ele, a proposta é apenas uma declaração política. A medida apresentada pelos dois países propõe o congelamento das linhas de combate e a ajuda humanitária aos territórios da Ucrânia que estão ocupados pela Rússia. Outra parte da proposta prevê uma cúpula de paz com os dois países envolvidos no conflito.

Para Zelensky o plano apresentado significaria a vitória da Rússia. A proposta do ucraniano e a restauração das fronteiras de 1991, e a responsabilização internacional da Rússia por suas ações no conflito.

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A chefe de estado disse que procurou os dois países para discutir e deu a entender que era preciso consultar a Ucrânia sobre a elaboração da proposta. “Como você pode oferecer: ‘Aqui está a nossa iniciativa’, sem nos pedir nada?”, disse o líder do país europeu.

Na mesma entrevista, Zelensky considerou como “inúteis” as tentativas brasileiras de mediar o conflito, dizendo que o Brasil apoia a Rússia.

Essa é mais uma de muitas críticas que Zelensky tem feito ao Brasil, que causaram rusgas diplomáticas entre ambos os governos. Desde o governo Bolsonaro o Brasil vem adotando uma postura neutra em relação ao conflito, entretanto após o início da nova gestão do executivo brasileiro, tentou mediar um fim para o conflito sendo acusado algumas de ter posturas pró-Rússia.

Apesar das queixas Zelensky não considerou o Brasil como um país inimigo, alegando que ambos possuem boas relações. “não é um inimigo”. “Brasil e Ucrânia têm relações absolutamente normas”, concluiu o ucraniano.