No Ceará, Dino diz que grupos nazistas no Telegram estão "na base" de ataques em escolas

O aplicativo foi suspenso pela Justiça em todo o Brasil após não entregar à Polícia Federal todos os dados sobre grupos neonazistas no aplicativo pedidos pela corporação

16:38 | Abr. 26, 2023

Por: Filipe Pereira
Ministro da Justiça, Flávio Dino, no Palácio da Abolição, no Ceará (foto: Aurélio Alves)

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), afirmou que a presença de grupos nazistas e neonazistas no aplicativo de mensagens Telegram são a base dos casos de violência nas escolas ocorridas durante as últimas semanas. Na tarde desta quarta-feira, 26, o aplicativo foi suspenso pela Justiça em todo o Brasil após não entregar à Polícia Federal todos os dados sobre grupos neonazistas no app pedidos pela corporação.

Segundo Dino, foi constatado pela PF uma série de grupos neonazistas no Telegram chamados de "Frente Antissemita". As comunidades tinham como foto de perfil com imagens da suástica,oprincipal símbolo pelo qual o nazismo ficou conhecido. "Isso tudo está conectado com as tragédias cotidianas que nós vemos. Esse combate é necessário porque a violência hoje se espalha nos nossos lares com nome invisível", disse i ministro.

"A Polícia Federal pediu e o Poder Judiciário deferiu que o Telegram seja multado em R$ 1 milhão por dia e haja suspensão temporária das atividades. Exatamente porque há grupamentos lá, denominadas frentes antissemitas, movimentos antissemitas, atuando nessas redes. E nós sabemos que isso está na base da violência contra as nossas crianças, contra nossos adolescentes", completou Dino.

O ministro participou do lançamento do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania no Palácio da Abolição, ao lado do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT). Em pronunciamento, Flávio reforçou que o acolhimento do pedido da PF pela Justiça é resultado das ações de integração das forças de segurança.