Após rumor de saída de Pazuello, presidente da Câmara diz que pandemia exige "capacidade de diálogo político"
Declarações de Arthur Lira (PP-AL) sugerem que a saída do ministro Pazuello é iminente. Deputado federal do centrão patrocina mudança no Ministério da Saúde
16:55 | Mar. 14, 2021
Depois do rumor de saída do general Eduardo Pazuello do comando do Ministério da Saúde, o presidente da Câmara, deputado federal Arthur Lira (PP-AL), disse que a ação para conter a Covid-19 exige “capacidade de diálogo político”.
“O enfrentamento da pandemia exige competência técnica, sem dúvida nenhuma. Mas exige ainda mais uma ampla e experiente capacidade de diálogo político”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.
Segundo Lira, a tarefa “envolve todos os entes federativos, o Congresso, o Judiciário, além do complexo e multifacetado Sistema Único de Saúde”.
Terceiro nome a ocupar o posto de ministro da Saúde em meio à crise sanitária, Pazuello teria pedido para deixar a função, informou o jornal O Globo neste domingo, 14.
A saída do militar vem sendo alvo de pressão por parte de legendas do centrão, bloco sobre o qual Lira exerce papel de liderança.
As declarações de Lira são vistas como justificativa para a exoneração de Pazuello, a quem faltaria habilidade política, segundo dizem aliados.
Em conversa com O POVO, o deputado federal Jaziel Pereira (PL-CE) considera que “falta ao ministro aparecer mais ajudando o presidente”.
“Falta afinidade. Pazuello pode ser um bom administrador, mas falta alguma coisa. Ele precisava estar mais na frente para ajudar o presidente”, reitera.
Um dos nomes mais próximos de Pazuello no Ministério da Saúde, a médica cearense Mayra Pinheiro, titular da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Governo, foi procurada pela reportagem para confirmar hipotética saída do ministro.
“Lamento, mas prefiro não comentar sobre esse assunto”, respondeu Mayra, por mensagem de texto.
O general é o terceiro a ocupar o posto desde o início da pandemia. Antes dele, passaram pela cadeira Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.