Trump pede à Suprema Corte que suspenda proibição de expulsar migrantes sob a lei de exceção
A administração do presidente americano, Donald Trump, pediu, nesta sexta-feira (28), à Suprema Corte que suspenda a proibição imposta por um juiz federal de deportar imigrantes sob a lei de "estrangeiro inimigo", anteriormente invocada apenas em tempos de guerra.
A solicitação é um dos exemplos mais flagrantes das tentativas sem precedentes de Trump de aumentar o poder presidencial desde que voltou à Casa Branca em janeiro.
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Trump invocou a pouco conhecida "Lei de Inimigos Estrangeiros", aprovada em 1798, para expulsar quase 300 venezuelanos, supostamente membros da facção Tren de Aragua, para uma prisão de alta segurança em El Salvador, cujo presidente, Nayib Bukele, é criticado por não respeitar os direitos humanos em sua luta contra as gangues locais.
A administração americana utilizou as imagens dos supostos membros da facção acorrentados e com a cabeça raspada na prisão de El Salvador como prova de que leva a sério a luta contra a imigração ilegal.
Os defensores dos direitos humanos afirmam que alguns dos deportados não tinham nada a ver com a facção.
O juiz federal James Boasberh ditou uma ordem que proíbe novos voos de expulsos em virtude da Lei de Inimigos Estrangeiros.
A União Americana de Liberdades Civis pediu que prolongue a validez da ordem, que expira no sábado.
"Esse caso representa questões fundamentais sobre quem decide como são realizadas as operações sensíveis relacionadas à segurança nacional", se o Poder Executivo ou o Judiciário, disse a administração.
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