Suspeitos de matar três pessoas na Rosalina têm prisão preventiva decretada
Entre os presos está um homem que seria um dos alvos dos criminosos. Ação resultou nas mortes de Kalebe Rodrigues da Silva, de 11 anos, e de dois homens adultos
Os quatro homens presos em flagrante suspeitos de envolvimento no tiroteio nessa segunda-feira, 10, que deixou três mortos na comunidade da Rosalina (localizada no bairro Parque Dois Irmãos, em Fortaleza) tiveram a prisão preventiva decretada em audiência de custódia realizada nesta terça-feira, 11.
Três deles teriam envolvimento direto com os assassinatos, enquanto o quarto suspeito seria um dos alvos da ação criminosa. Ele foi baleado e está internado em uma unidade hospitalar.
É + que streaming. É arte, cultura e história.
Conforme o Auto de Prisão em Flagrante (APF), Francisco Kelton Ferreira do Nascimento, Joel Anastacio de Freitas e Antonio Wesley Lopes Santos foram presos enquanto trafegavam pela avenida Godofredo Maciel em um carro modelo Volkswagen Polo que teria sido usado no crime. Com eles, a Polícia Militar apreendeu três armas e diversas munições intactas.
Em seguida, os militares receberam a informação de que outras armas estavam escondidas em uma casa na Rosalina que seria pertencente a Antonio Livino Cardoso do Nascimento, uma das duas pessoas baleadas na ação criminosa, mas que sobreviveram.
No local, além de três armas de fogo, foram encontrados munições, balanças de precisão, pinos para armazenamento de drogas, colete a prova de balas e um celular.
Menino morto na Rosalina foi atingido por oito tiros
O APF ainda descreve que as vítimas foram atingidas por diversos disparos. Kalebe Rodrigues da Silva, de 11 anos, apresentava duas lesões à bala nas costas, duas na perna direita e duas no quadril.
Já José Carlos Pereira do Nascimento, de 34 anos, tinha oito lesões à bala na cabeça, uma no tórax, seis nas costas, três no braço direito e uma na perna. A terceira vítima, que ainda não foi identificada, “apresentava múltiplas lesões a bala na cabeça, costas e membros”.
“A gravidade em concreto da conduta é elevada, diante da forma como o crime foi perpetrado, pois se tratou de homicídio, em pluralidade de agentes e de vítimas, na qual uma delas trata-se de uma criança de 10 anos”, afirmou a juíza Danielle Pontes de Arruda Pinheiro na decisão da audiência de custódia.
“Além disso, percebe-se a grande quantidade de disparos proferidos contra as vítimas, o que denota periculosidade. Por último, houve a apreensão de diversas armas de fogo, munições e outros objetos”, acrescenta.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue investigando o caso para identificar outros suspeitos de envolvimento no crime.