Ministério Público denuncia integrante do CV pela morte de subtenente da PM no Pirambu
Órgão exige valor fixado de R$ 40,5 mil para reparação de danos e que o acusado seja levado ao Tribunal do Júri. O denunciado foi preso suspeito do crime horas após a morte do agente
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou Ítalo Gabriel Barreto, 18, integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV), na morte do subtenente da Polícia Militar do Ceará (PMCE), Francisco Ricardo Silveira Neto, de 51 anos. A denúncia foi assinada nessa segunda-feira, 27, por promotores da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.
O agente foi morto após ser alvejado por 22 disparos de arma de fogo, sendo 16 apenas na região da cabeça, além de ter uma faca cravada na nuca. O crime aconteceu no dia 15 de janeiro, no bairro Pirambu, em Fortaleza, no momento em que o PM saía para trabalhar.
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O documento do MP detalha que o réu, vulgo “Micróbio”, agiu de forma livre e consciente, sendo acusado de homicídio duplamente qualificado, roubo e integrar organização criminosa com uso de arma de fogo. Ele é suspeito de conduzir o veículo utilizado no assassinato e foi preso horas após o crime.
Diante da denúncia, o MP requer, “com urgência”, que o denunciado apresente resposta à acusação para, posteriormente, ser julgado no Tribunal do Júri.
Em caso de condenação, o órgão exige valor fixado de R$ 40,5 mil para reparação de danos às vítimas direta e indiretamente no caso e que o acusado seja levado ao Tribunal do Júri.
O caso do subtenente entrou no Programa Tempo de Justiça, do MPCE, criado em 2016. A iniciativa busca fazer com que os crimes dolosos contra a vida ocorridos em Fortaleza sejam julgados em até 400 dias.
Segundo suspeito foi preso após digitais encontradas em carro
Na última sexta-feira, 24, a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) prendeu Francisco Cleiton Galdino da Silva, conhecido como “Keke”, de 22 anos, no bairro Carlito Pamplona, em Fortaleza.
Ele é suspeito de envolvimento na morte do subtenente da PM e foi identificado através de impressões digitais encontradas dentro do carro utilizado no assassinato do agente.
Na perícia realizada dentro do veículo, foi encontrado vestígios de que o suspeito esteve dentro do carro, apreendido um dia após a morte do subtenente e roubado dias antes do assassinato do PM.
Os vestígios foram localizados por meio da técnica de papiloscopia. Pelo menos mais quatro pessoas são suspeitas na morte do PM. As investigações estão a cargo da 11ª delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).