Ceará gerou 53.371 empregos em 12 meses; 2º melhor saldo do N/NE
Porém, se for olhar apenas o primeiro mês deste ano, o saldo foi negativo em 1.225 postos. Isso porque o Estado demitiu muito mais (54.265) do que contratou (53.040) no período
Nos 12 meses de fevereiro de 2024 até janeiro de 2025, o Ceará gerou 53.371 empregos com carteira assinada, resultado de 618.810 admissões e 565.439 desligamentos.
Com isso, ficou em 9º lugar do País e 2º do Norte e Nordeste em criação de vagas, com desempenho positivo em todos os setores. Nas regiões, fica atrás apenas do topo, que foi a Bahia (88.546). Além disso, o estoque médio de pessoas no mercado de trabalho formal ficou em 1.380.738.
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Veja os estados que mais perderam emprego no Brasil em 12 meses
- São Paulo (457.335)
- Minas Gerais (131.498)
- Rio de Janeiro (130.437)
- Paraná (124.502)
- Santa Catarina (103.339)
- Bahia (88.546)
- Rio Grande do Sul (69.690)
- Goiás (56.240)
- Ceará (53.371)
Porém, se for olhar apenas o primeiro mês deste ano, o saldo foi negativo em 1.225 postos. Isso porque o Estado demitiu muito mais (54.265) do que contratou (53.040) no período. Em dezembro o mercado de trabalho cearense já apresentou saldo de -6.461 vagas.
O estoque ficou em 1.408.141, sendo menor que dezembro de 2024 (1.409.366), mas maior para um janeiro desde o início da série histórica, em 2020.
O resultado reflete em quarta pior colocação do Brasil e a segunda pior do Nordeste.
Veja como foram os outros janeiros em geração de emprego no Ceará
- Janeiro de 2025 (-1225)
- Janeiro de 2024 (1.436)
- Janeiro de 2023 (-2.068)
- Janeiro de 2022 (-2.136)
- Janeiro de 2021 (6.246)
- Janeiro de 2020 (2.461)
Os dados foram apresentados nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que tem como início da série histórica 2020, quando nova metodologia foi adotada.
Em janeiro, Fortaleza teve o melhor desempenho estadual em criação de vagas, seguida de Horizonte e São Gonçalo do Amarante.
Municípios que mais geraram empregos no Ceará em janeiro
- Fortaleza (826)
- Horizonte (230)
- São Gonçalo do Amarante (110)
- Quixeramobim (98)
- Itapipoca (70)
- Morada Nova (70)
- Lavras da Mangabeira (51)
- Caridade (49)
- Aracati (48)
- Jaguaruana (42)
Porém, os que mais perderam postos foram Sobral e Maracanaú.
Municípios que mais perderam empregos no Ceará em janeiro de 2025
- Sobral (-520)
- Maracanaú (-517)
- Iguatu (-179)
- Barbalha (-160)
- Crato (-132)
- Mauriti (-124)
- Limoeiro do Norte (-113)
- Pacajus (-108)
- Maranguape (-108)
- Fortim (-95)
Na análise dos 12 meses encerrados em janeiro de 2025, os homens, com 28.898, tiveram um saldo melhor que o apresentado pelas mulheres (24.473).
Os destaques na geração de postos com carteira assinada no período foram dos setores de serviços (24.078) e industrial (15.429). Veja ranking:
- Serviços (24.078)
- Indústria (15.429)
- Comércio (11.613)
- Agropecuária (2.001)
- Construção (255)
Nesta base de comparação (12 meses), a taxa de rotatividade nos empregos cearenses foi de 29,26%. É a 6ª menor do País e 4ª menor do Nordeste, abaixo do resultado de qualquer região. No Brasil, Mato Grosso tem o maior índice (39,02%).
Dos municípios com saldos maiores, destacaram-se sobretudo Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral.
Municípios de que mais geraram empregos no Ceará nos últimos 12 meses
- Fortaleza (26.882)
- Juazeiro do Norte (3.366)
- Sobral (2.767)
- Horizonte (2.595)
- Maracanaú (2.064)
- Crato (1.294)
- Aquiraz (1.226)
- Itaitinga (918)
- Russas (903)
- Camocim (825)
Já apenas em janeiro, do saldo negativo do Estado, os homens tiveram um impacto muito maior (-1.053), com 32.147 admissões e 33.200 desligamentos.
O saldo das mulheres foi de -172, com 20.893 contratações e 21.065 demissões.
Dentre os setores, o maior peso foi do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, que perdeu 2.7070 postos no mês.
Veja ranking de janeiro de 2025 dos setores no Ceará
- Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (-2.7070)
- Construção (-339)
- Agropecuária (-22)
- Serviços (887)
- Indústria (1.019)
Metodologia do Novo Caged
Em maio de 2020, apresentou-se a nova metodologia de captação de dados para a produção dos índices do Caged (contendo informações desde janeiro de 2020) tendo como fontes declarações realizadas diretamente no eSocial, declarações realizadas no Caged e, para o caso de informações não encontradas em nenhum destes sistemas, declarações realizadas no Empregador Web4.
Dada essa complementação de fontes, esse indicador foi chamado de indicador híbrido, diferenciando-se da metodologia anterior em que as informações eram captadas de uma única forma.
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