Obesidade em pets: como evitar? Quais os malefícios? Saiba tudo
Condição pode desencadear doenças e diminuir a qualidade de vida dos animais, assim como acontece com humanos; médico veterinário comenta sobre o tema
Muita gente acha fofo ter gatos e cachorros gordinhos. De fato, esses bichinhos são lindos de qualquer forma! Mas, assim como nos humanos, a obesidade pode trazer malefícios aos pets. Você Sabia?
O médico veterinário Paulo Sérgio Cardoso explica ao O POVO o que acontece para animais ficarem obesos, quais as complicações possíveis e como evitar que a situação se desenvolva. Confira.
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Obesidade em pets: o que causa?
O profissional explica que tanto cães quanto gatos podem ficar obesos por alguns fatores. Uma alimentação desregulada é um deles, é claro, mas não é apenas isso que pode ocasionar a obesidade nos animais.
“Um ponto importante é entender se aquele pet tem alguma doença anterior, porque a obesidade vem, muitas vezes, de uma doença, como um hipotireodismo. Temos que investigar o animal como um todo, porque, muitas vezes, não é só a alimentação ou culpa do tutor”, comenta.
Obesidade em pets: como evitar?
É possível prevenir que seu pet acumule gordura. Paulo especifica a recomendação que existe nas embalagens de ração, por exemplo, e destaca como ponto de atenção na hora de alimentar os bichinhos.
“Toda ração tem no rótulo a quantidade que deve ser colocada, de acordo com o peso do animal. Quando essa ração é colocada de forma elevada, o pet vai engordar”, afirma.
Paulo também comenta que não é apenas a quantidade de ração que pode estar errada, mas que tutores também podem estar desregulando a alimentação dos animais dando comida de humanos para eles.
Por fim, o médico destaca a medicina preventiva como um fator crucial para evitar a obesidade em pets.
“Procurar a medicina veterinária a cada seis meses, para entender o animal como um todo. Se o pet estiver obeso, buscar atendimento e tratamento logo, para adequar a alimentação. Não dar comida fora da dieta, respeitar a quantidade de comida ou de ração e fazer passeios que mantenham o animalzinho ativo fisicamente”, esclarece.
Obesidade em pets: existem raças predispostas à condição?
Apesar de ser possível citar raças consideradas predispostas à obesidade, o veterinário diz que o importante é analisar caso a caso.
“Alguns autores relatam uma predisposição de algumas raças a acumular gordura e chegar à obesidade. Citam labrador, golden retriever, pug, o dachshund (salsicha)… Mas na medicina veterinária é importante entender o estado de saúde do pet como um todo, e não apenas colocar a culpa na predisposição da raça”, declara.
Obesidade em pets: que malefícios pode trazer?
Assim como afeta humanos, a obesidade também pode trazer complicações aos animais, que vão desde a diminuição na qualidade de vida até a obtenção de doenças.
“Um animal obeso vai ter menos resistência, vai ficar mais cansado e ofegante, respirar de forma pior, também pode desenvolver outras doenças, como uma pressão arterial mais alta ou diabetes”, detalha o médico.
“Um paciente obeso pode vir a diminuir o tempo de vida, porque tem mais riscos de desenvolver doenças e complicações. Então é sempre bom cuidar para que eles não entrem nesse quadro de obesidade”, complementa.
Obesidade em pets: o quadro é reversível?
Existem profissionais que trabalham especificamente com a alimentação de cães e gatos. Um quadro de sedentarismo também pode ser revertido em pets. Por isso, um animal obeso pode deixar de ter a condição.
“O quadro de obesidade é reversível. Se tem uma doença de base, o certo é tratar e ir reajustando a alimentação do pet para ele perder peso. Também existem exercícios e atitudes possíveis, como hidroesteira ou até aumentar a quantidade de passeios por dia”, diz Paulo Sérgio.
Para completar, é importante destacar a importância da saúde dos pets como algo a ser cuidado frequentemente. Assim como os humanos, a atenção ao bem-estar desses bichinhos deve ser contínua.
“A ida ao veterinário é importante porque cada pet é diferente, então o tratamento varia de acordo com as especificidades. O trabalho a ser feito é entender tudo e achar a melhor conduta para a situação”, finaliza o veterinário.