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A conclusão de uma aventura improvável

| saga | Depois de mais uma década de espera, Kingdom Hearts ganha capítulo final. Franquia já vendeu mais de 25 milhões de cópias desde que estreou, em 2002

kingdom hearts 3
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Há pouco menos de duas décadas, seria difícil imaginar que um videogame pudesse unir mundos e personagens da Disney com os elementos de ação e aventura da Square Enix, empresa conhecida por produzir a saga Final Fantasy. Essa improvável combinação, entretanto, existe e tem nome: Kingdom Hearts, franquia que já vendeu mais de 25 milhões de cópias desde que estreou, em 2002.

Quinze títulos depois, o game conclusivo da saga chegou ao mercado na última semana de janeiro rodeado de expectativas. Kingdom Hearts III (o número leva em conta apenas os jogos principais) era aguardado pelo menos desde 2005 por fãs do mundo todo, mas só no ano passado havia finalmente ganhado uma data de lançamento.

O jogo encerra a saga de Sora, um garoto que viaja a diferentes mundos, ao lado de Donald e Pateta (sim, os da Disney), combatendo inimigos que desejam pôr em trevas os corações das pessoas. Um resumo, porém, não seria capaz de dar conta de todos os detalhes dessa história, que por vezes confunde os próprios fãs. Afinal, são diversos jogos espalhados em muitas plataformas, cada um com pedaços importantes de informação.

O enredo é sombrio, mas ganha um contorno fantasioso e lúdico ao ser combinado aos universos de obras como Hércules, Toy Story, Frozen, Enrolados, Piratas do Caribe e Monstros S.A., para citar apenas algumas presentes no novo jogo. A sensação é de estarmos dentro de um dos parques da Disney, indo de atração em atração, mas sempre de espada na mão.

Como era de se esperar de algo com tais características, em Kingdom Hearts III não faltam cores, muito bem exploradas pelos belos gráficos, que nos fazem lembrar de um filme da Pixar. Sendo um bom título de ação, o game também é fluido e oferece múltiplas possibilidades de combate.

Desde o primeiro lançamento, Kingdom Hearts agrada crítica e público, tendo a própria premissa inusitada como ponto positivo. Não à toa, os fãs guardam com carinho os momentos dedicados à franquia, cada um deles atribuindo um significado especial aos games. Para o advogado Marcus Alvissus, 29, o sentimento é de amizade.

"Tomei contato com a série aos 16 anos e, a partir dela, conheci muitos outros jogadores, que se tornaram grandes amigos", explica. "Passados treze anos, tais amizades continuam vivas e presentes", revela.

Ele cita como algo importante na saga a narrativa, que se ramificou ao longo dos jogos, criando uma história complexa e cheia de reviravoltas. "Todos se reúnem para, com base nas pistas e elementos narrativos, bolar teorias sobre o futuro da série", diz Marcus.

Já para a estudante Juliana Barbosa, 24, a franquia é uma oportunidade a mais de aproveitar os filmes e personagens da Disney dos quais é fã. "Comecei pelo primeiro jogo quando eu tinha dez anos, e lembro que o que me fez comprar foi justamente ver o Mickey, o Donald e o Pateta na capa", diz. Hoje, Kingdom Hearts é sua série favorita.

Para ela, chamam atenção os mundos baseados em Monstros S.A., Frozen e Piratas do Caribe, mas confessa que sua expectativa para o último game era tanta que acabou se decepcionando com alguns aspectos. "A jogabilidade tem certos problemas que acabam atrapalhando, e o design das fases poderia ter sido feito com mais carinho", opina.

Ainda assim, depois de tanta espera, o capítulo final dessa aventura fantasiosa é um presente para todos os fãs e já está disponível para PlayStation 4 e Xbox One. E talvez não seja tarde para quem ainda não teve oportunidade de conhecer a saga, visto que uma coletânea contendo todos os jogos, intitulada The Story So Far, também foi lançada. São horas e horas de diversão garantidas.

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