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Meio ambiente

Governo também quer fazer eventos no Brasil

O Governo Federal também quer fazer barulho e mostrar projetos sustentáveis realizando eventos também no Brasil. O primeiro já será nesta quarta-feira, na aldeia Bacaval, do povo Paresi - a 40 quilômetros de Campo Novo do Parecis, no norte de Mato Grosso. Ali, será realizado o 1º Encontro do Grupo de Agricultores Indígenas, que tem por objetivo celebrar a Festa da Colheita.

O evento já estava marcado, mas o governo quer aproveitar o encontro para enfatizar o projeto de agricultura sustentável tocado pelos índios naquela região. Trata-se de um plantio de 2 mil hectares de soja sob o regime de controle biológico de pragas, ou seja, sem pesticidas.

Mais de 2 mil indígenas (dados do censo do IBGE) têm se revezado no plantio de grãos, como soja, milho, mandioca, abóbora, batata, batata-doce e feijão. A nova direção da Funai quer incentivar projetos semelhantes em áreas onde os índios tenham interesse em plantar.

A apresentação de projetos de extração legal de madeira, assim como o apelo às empresas estrangeiras para que só comprem material certificado, é uma outra ideia para divulgar trabalhos realizados no Brasil. Com isso, o governo espera abrir outra frente de contraponto ao que vê como tentativa de interferência externa na Amazônia e ataque a políticas governamentais.

Para o presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), d. Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho (RO), essa preocupação do governo é desnecessária. "O Sínodo não tem intenção de dar norma para o governo, mas de encontrar caminhos que nos ajudem a viver a solidariedade e a fraternidade com as populações que vivem na Amazônia há milhares de anos", disse. (Agência Estado)

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