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Ceará turístico, muito além do 'sol & praia'

Ricardo Perdigão Pamplona
Economista
Ricardo Perdigão Pamplona Economista (Foto: Ricardo Perdigão Pamplona)

O Ceará vem ganhando destaque no mercado global de turismo, especialmente após a conquista do hub aéreo, transformando Fortaleza num importante portão de entrada de turistas estrangeiros. Aproximadamente 1,2 bilhão de pessoas viajam pelo mundo, alavancando a geração de emprego e renda; o turismo internacional já é responsável por 30% dos serviços globais e pela geração de 1 em cada 11 empregos!

Nos últimos 10, 15 anos, observa-se uma grande mudança na dinâmica do turismo, graças entre outros, à consolidação da globalização, uso intensivo das novas tecnologias da informação, avanços nos sistemas de transportes e mudanças nos hábitos e preferências dos turistas. Nesse contexto, uma forte tendência é a procura crescente por atividades ligadas à cultura (ativo primordial para o desenvolvimento do turismo) resultando na criação de novos produtos, entre eles, as rotas culturais.

Uma rota cultural é um conjunto de lugares, elementos, comunidades e singularidades, surgindo de maneira natural, espontânea ou planejada, organizados em forma de rede dentro de uma região determinada e que estando devidamente estruturados e sinalizados, suscitam o interesse do setor turístico. Via de regra se organizam em torno de um tema e devem oferecer aos visitantes, atrações e atividades, além de adequada infraestrutura! Em resumo, rota cultural é um itinerário, roteiro, caminho que permite conhecer e desfrutar de forma organizada os recursos culturais como expressão da identidade cultural da região.

Espera-se que essa nova gestão consiga corrigir a miopia do 'sol & praia' sistematizando uma cooperação efetiva entre turismo e cultura, implantando estratégias consistentes de turismo cultural que resultem na criação de novos produtos a partir da rica diversidade natural e cultural que o Ceará dispõe, gerando como benefícios o incremento da competitividade pela diversificação da oferta turística, redução da sazonalidade, aproximação de pessoas e de culturas e alavancagem de negócios com geração de emprego e renda nas comunidades envolvidas. n

Ricardo Perdigão Pamplona

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