História, destaques e fase atual: quem é o Racing, rival do Fortaleza na Libertadores

História, destaques e fase atual: quem é o Racing, rival do Fortaleza na Libertadores

As equipes se enfrentam pela primeira vez na história nesta terça-feira, 1º de abril, às 21h30min, na Arena Castelão, pela primeira rodada da fase de grupos da Libertadores

Atual campeão da Copa Sul-Americana e da Recopa – onde derrotou o Botafogo no início deste ano –, o Racing, tradicional clube da Argentina, será o primeiro adversário do Fortaleza na Copa Libertadores. O confronto inédito entre as duas equipes acontecerá na Arena Castelão, nesta terça-feira, 1º de abril, às 21h30min.

Fundado em 1903 e com sede em Avellaneda, cidade da província de Buenos Aires, o Racing é, historicamente, um dos cinco maiores clubes da Argentina. Não à toa, uma das alcunhas do time é “O Primeiro Grande”, apelido referente ao fato de ter sido a primeira equipe do país a vencer, de forma consecutiva, sete títulos nacionais.

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O apelido também envolve outros feitos importantes conquistados pelo Racing, como o de ter sido o primeiro campeão da Copa Nacional da Argentina e da Copa Intercontinental, em 1967, equivalente ao Mundial de Clubes da FIFA. Naquela ocasião, o time argentino derrotou o Celtic, da Escócia, por 3 a 2 na final.

Ainda em 1967, o Racing ganhou seu único título da Copa Libertadores. Na decisão, o clube venceu o Nacional, do Uruguai, por 2 a 1. Na temporada passada, voltou a levantar uma taça continental, desta vez a da Copa Sul-Americana, competição na qual superou o Cruzeiro na grande final por 3 a 1.

Neste ano, o “Primeiro Grande” enfrentou outra equipe brasileira, o Botafogo, atual campeão da Libertadores e da Série A do Campeonato Brasileiro. O duelo aconteceu pela Recopa, em jogos de ida e volta, valendo o título do torneio. O Racing foi implacável e derrotou o Fogão por 2 a 0 em ambas as partidas, totalizando 4 a 0 no placar agregado.

Como o Racing chega para enfrentar o Fortaleza?

Apesar do título da Recopa, a temporada do Racing em 2025 até então tem sido oscilante. No Campeonato Argentino, o “Primeiro Grande” é apenas o 10º colocado do Grupo A, que tem 15 times no total. Em 11 jogos no certame, o clube venceu quatro partidas, perdeu seis e empatou uma vez.

Comandado pelo experiente Gustavo Costas, ídolo do clube como jogador e agora treinador, o Racing costuma variar sua formação tática entre o 3-5-2, esquema com o qual se sagrou campeão da Sul-Americana, e o 4-3-3, utilizado no clássico contra o Independiente no último dia 16.

No elenco, Gustavo Costas conta com Nardoni, um volante com potencial para atuar na Europa, que forma o trio de meio-campistas com Almendra e Rojas. Martirena é um ala-direito ofensivo e que gosta de apoiar no último terço. No ataque, o treinador tem uma boa dupla com Maxi Salas e Maravilla Martínez.

O Esporte O POVO conversou com o jornalista argentino Mauro Gundin, que cobre o Racing e faz parte da Rádio La Red e da América TV. Sobre o momento do “Primeiro Grande”, ele destacou que a fase não é boa, mas ponderou que a equipe costuma crescer em “momentos difíceis e decisivos”, relembrando a final da Recopa e o recente clássico contra o Independiente, que terminou empatado.

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“A equipe não vem jogando bem e não tem conseguido bons resultados no torneio local. Parece que toda a energia, tanto no aspecto futebolístico quanto emocional, foi direcionada para a Recopa, onde dominou completamente o Botafogo. No entanto, nos últimos jogos, o desempenho do Racing não tem sido convincente. O clássico contra o Independiente foi uma exceção, mas nos demais confrontos, mesmo considerando que jogou com alguns reservas, o time não conseguiu apresentar um bom futebol nem obter bons resultados”, analisou.

“Apesar disso, o Racing tem demonstrado ser uma equipe que aparece nos momentos difíceis. Teve uma campanha extraordinária na Copa Sul-Americana, uma Recopa fantástica e sabe que seu grande objetivo neste ano é a Copa Libertadores. Toda a energia está voltada para essa competição”, concluiu.

Outro ponto ressaltado por Mauro Gundin foi a qualidade individual de alguns jogadores do elenco, como o artilheiro Adrián “Maravilha” Martínez, a quem o jornalista definiu como o “melhor jogador do futebol argentino” atualmente.

“Além disso, o Racing não precisa necessariamente jogar bem para vencer ou marcar gols, pois conta com jogadores de grande qualidade individual. Maravilla Martínez é o melhor jogador do futebol argentino atualmente. O time também conta com Nardoni, Sosa, Salas, Vietto e Di Césare, além de laterais em boa fase. Uma das principais dúvidas para esta partida é a presença de García Basso (zagueiro), que retorna após dois meses afastado e é peça fundamental na equipe”, finalizou.

Provável escalação do Racing (4-3-3):

  • Goleiro: Gabriel Arias
  • Defensores: Di Césare, Sosa, García Basso (ou Colombo) e Martirena
  • Meio-campistas: Nardoni, Almendra e Rojas
  • Atacantes: Vietto, Salas e Maravilla Martínez

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