Presidente do Ceará repudia confusão de torcida organizada e cita expulsão do quadro de sócios

O entrevero entre alguns presentes na superior norte iniciou durante o segundo tempo. Inicialmente, a confusão parecia ser entre a Polícia Militar do Estado do Ceará (PM-CE) que interveio com bombas de efeito moral

13:44 | Ago. 09, 2024

Por: Lucas Silva
João Paulo Silva, presidente do Ceará, em conversa com jornalistas na sala de imprensa do estádio Carlos de Alencar Pinto, em Porangabuçu (foto: Marcelo Vidal/Ceará SC)

A confusão entre torcedores do Ceará localizados no setor norte da Arena Castelão na última terça-feira, 6, foi repudiada pelo presidente João Paulo Silva em contato com o Esportes O POVO. O mandatário explicou que está em contato com as organizadas e prometeu, como ação institucional, a remoção dos envolvidos do quadro de associados.

O entrevero entre alguns presentes na superior norte começou durante o segundo tempo. Inicialmente, a confusão parecia ser entre a Polícia Militar do Estado do Ceará (PM-CE), que interveio com bombas de efeito moral. Como resposta, torcedores arremessaram algumas cadeiras na direção dos policiais. Depois, iniciaram uma briga entre si, com troca de socos e chutes.

“O Ceará S.C. mantém conversas constantes com as principais lideranças de torcidas para que situações como esse não aconteçam. Sempre fomentamos a cultura de paz no nosso torcedor e contamos também com o apoio das organizadas para essa conscientização. Repudiamos qualquer tipo de violência, isso é intolerável, seja dentro ou fora dos estádios. Contamos também com o poder público para repreensão desses eventos. Enquanto clube, uma das ações imediatas é o desligamento dos envolvidos nesses conflitos do nosso quadro de associados”, disse o dirigente do Alvinegro de Porangabuçu.

Suspensão do MP-CE

O Ministério Público do Estado do Ceará (MP-CE) restringiu o acesso da Torcida Organizada do Ceará (TOC) nos próximos cinco jogos do clube como mandante na Série B.

Na decisão, divulgada nesta quinta-feira, 8, o MP-CE reforçou que quaisquer pessoas que estejam portando faixas, bandeiras, mastro, instrumentos ou outros adereços que façam referência à torcida serão impedidas de acessar a arena.

Assim, o grupo estará restrito nas partidas contra Mirassol, Novorizontino, Operário, Vila Nova e Brusque.