Lost Media: episódio do Chaves é encontrado por fã após 50 anos

Lost Media: episódio do Chaves é encontrado por fã após 50 anos

Fãs de Chaves recuperam um episódio perdido de 1974, exibido uma única vez. A descoberta destaca o crescente interesse por mídias perdidas

Uma atividade crescente entre os fãs da cultura pop é a colaboração para encontrar "Lost Media", ou seja, mídias perdidas. Um dos casos mais notáveis dessa prática foi a descoberta de um episódio de Chaves que foi ao ar apenas uma vez.

Chaves, ou El Chavo del Ocho, no México, continua sendo uma das séries mais populares no Brasil. O episódio em questão era a primeira versão de “Seu Madruga Fotógrafo”, exibida uma única vez em 1974 pela Televisa.

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Curiosamente, Chaves tem diversas versões de alguns episódios com histórias semelhantes. Foi o caso dessa descoberta feita por Shambler Casper, pseudônimo de um fã peruano especializado em buscar episódios perdidos da série.

A versão mais conhecida desse episódio foi produzida em 1977 e se tornou popular devido às suas inúmeras exibições no SBT.

Embora a trama seja essencialmente a mesma, há diferenças entre as duas versões, incluindo mudanças no elenco.

Episódio perdido de Chaves: enredo

Nas principais produções de Roberto “Chespirito” Gómez Bolaños, Chaves e Chapolin, diversos episódios abordaram máquinas fotográficas. No caso do herói vermelho, esse tema apareceu em uma história com o Polegar Vermelho e a Condessa.

No entanto, a versão mais conhecida é a de 1977 de “Seu Madruga Fotógrafo”. Um fato curioso sobre essa produção é que ela consistia em dois episódios.

A primeira parte, exibida em 28 de março daquele ano, mostrava a vila de Chaves como cenário das filmagens.

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As cenas cômicas retratavam as dificuldades enfrentadas por Seu Madruga, interpretado por Ramón Valdés, ao lidar com seu novo equipamento de trabalho. Na semana seguinte, em 4 de abril de 1977, foi ao ar a segunda parte, na qual ele trabalhava como fotógrafo em um parque.

No total, contando com o episódio recém-descoberto, foram feitas oito versões dessa mesma história.

A versão mais popular foi justamente a primeira adquirida pelo SBT junto à Televisa em 1984, sendo uma das primeiras dublagens de Chaves e Chapolin no Brasil.

Episódio perdido de Chaves: a descoberta

Em uma postagem no Fórum Chaves, no dia 4 de fevereiro, um usuário relatou como conseguiu encontrar essa "Lost Media" específica.

“Trago algo que me deixou perplexo assim que o descobri. Aliás, é um registro que temos ‘por acaso’, pois data de 1982 e estava arquivado entre a louça de uma casa em Bucaramanga, uma cidade colombiana muito úmida para guardar fitas”, introduziu o fã.

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“Felizmente, sobreviveu, graças à família de Juan Felipe Gómez, que, sem qualquer interesse pessoal e com o único objetivo de alegrar a comunidade — e na esperança de que encontrássemos algo útil —, enviou-a para Bogotá. Lá, meu amigo Leonardo Ramírez a recebeu e me ajudou no processo de digitalização”, explicou.

Episódio perdido de Chaves: mudanças

A principal diferença entre essa versão e a mais conhecida é a substituição de Chiquinha, interpretada por María Antonieta de las Nieves, por Malicha, papel da atriz María Luisa Alcalá, que faleceu em 2015.

Malicha, chamada de Malu na dublagem brasileira, apareceu em apenas quatro episódios da série, sendo a versão de 1974 de “Seu Madruga Fotógrafo” um deles.

Na época, María Antonieta de las Nieves estava fora do elenco e sua personagem foi substituída por Malicha, que era retratada como sobrinha de Madruga e, consequentemente, prima de Chiquinha.

Outra mudança relevante está no cenário: o parque onde os personagens interagem na versão de 1974 é diferente do que aparece na segunda parte da produção de 1977. 

Episódio perdido de Chaves: "Lost Media"

O interesse por episódios perdidos de Chaves tem crescido desde o início dos anos 2000, e essa tendência se intensificou entre 2023 e 2025.

Estima-se que cerca de 80 episódios de Chaves e Chapolin estejam perdidos. As razões para isso variam: algumas fitas podem ter sido reutilizadas para gravações posteriores, outras podem ter sido danificadas pela oxidação. Além disso, o terremoto de 1985 no México pode ter contribuído para a perda de material.

De forma geral, os anos de 2024 e 2025 têm sido marcados por várias descobertas de mídias que antes eram consideradas perdidas. Um dos casos mais notáveis foi um programa do apresentador Gilberto Barros, no qual ele associava o anime Yu-Gi-Oh! a forças malignas.

Gilberto Barros e Yu-Gi-Oh!

Em 2003, o apresentador, conhecido como “Leão”, dedicou uma série de edições do programa Boa Noite Brasil, da Band, para condenar o jogo de cartas Yu-Gi-Oh!, que ele chamou de “o baralho do inferno”.

Por muitos anos, esse episódio permaneceu apenas na memória coletiva, sem registros disponíveis na internet. No entanto, foi descoberto recentemente que o conteúdo completo já estava no YouTube há 14 anos, sem que ninguém tivesse percebido.

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