Em 6/9/1626, colonos puritanos (protestantes) de origem inglesa colonizaram e fundaram a cidade de Salem, no atual estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.
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A cidade se tornaria famosa pelo episódio que ficou conhecido como julgamento das bruxas de Salem, em 1692.
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No dia 10 de junho de 1692, a jovem Bridget Bishop foi a primeira vítima desse processo,
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Bishop foi a primeira de uma série de mulheres julgadas e enforcadas sob acusação de bruxaria em Salem durante o período da colonização britânica na América do Norte.
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No total, 30 pessoas foram consideradas culpadas pelo tribunal e 19 delas acabaram sendo executadas por enforcamento. Outras quatro condenadas morreram por doenças contraídas quando se encontravam aprisionadas.
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A história começou em fevereiro de 1692, quando Elizabeth, filha de Samuel Parris, reverendo de Salem, adoeceu.
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Elizabeth, então com 11 anos, tinha espasmos na cama, gemia de dores e apresentava quadros de alucinação, dizendo estar sendo picada por insetos.
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Abigail Williams, sobrinha do reverendo, e outra menina de nome Ann Putnam, também de 11 anos, apresentaram sintomas similares aos de Elizabeth em Salém (foto da vila).
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As três meninas foram examinadas por um médico, que apontou como causa eventos sobrenaturais.
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Líderes religiosos da comunidade fizeram pressão sobre as meninas, que apontaram três mulheres por práticas de bruxaria em depoimentos.
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Tituba, escrava do reverendo Parris, a moradora de rua Sarah Good e Sarah Osborne, uma mulher idosa, foram submetidas a interrogatórios e presas.
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Com o passar dos dias, surgiram inúmeras denúncias de bruxarias em Salém e o governador local, William Phipps, decidiu instituir um tribunal específico para investigar e julgar os casos.
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O enforcamento de Bishop iniciou uma sequência de condenações à morte.
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Entre os condenados à forca estava um homem que integrava a Igreja e foi apontado como líder da seita de bruxas.
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O clima de irracionalidade e fanatismo fez até mesmo uma criança de quatro anos aparecer entre as acusadas de bruxaria. Os casos são expostos em documentos no Museu das Bruxas de Salem.
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As sentenças se basearam unicamente no depoimento das testemunhas que diziam ter passado por episódios de alucinação provocados por bruxaria.
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A caça às bruxas em Salem cessou em outubro do mesmo ano, diante de um pedido do presidente da Universidade de Harvard.
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Quase 50 anos depois, em 1711, familiares das vítimas de Salem foram indenizadas em 600 libras.
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Apenas na segunda metade do século 20, em 1957, o estado de Massachusetts reconheceu o erro dos julgamentos e pediu desculpas públicas.
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O caso de Salém tornou-se o mais famoso entre vários de perseguições a pessoas por supostas práticas de bruxaria na época. A ponto de ter inspirado livros e filmes.
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Uma das obras mais famosas baseadas no caso é o filme “As Bruxas de Salem”, de 1997, dirigido por Nicholas Hytner.
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“As Bruxas de Salem”, com Daniel Day-Lewis, Winona Ryder e Joan Allen no elenco, recebeu premiações no Bafta, no Festival de de Berlim e no Oscar (Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado).
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